[Resenha] Star Wars – Darth Maul: O Filho de Dathomir

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Dave Filoni tinha se organizado para ter mais do que os cinco anos lançados em Star Wars – Clone Wars. Com o lançamento da sexta temporada via Netflix, alguns arcos foram fechados e muitos outros não, entre eles, o destino de Darth Maul. No seriado, se explicou um pouco de sua origens, com uma visita a Dathomir, seu planeta natal e estabeleceu-se uma conexão dele com Asajj Ventress também. Darth Maul: O Filho de Dathomir é uma das poucas histórias fora as lançadas pela Marvel/Disney que está dentro do cânone da saga.

A sobrevivência do personagem após os eventos de Star Wars – Episódio 1: A Ameaça Fantasma pode parecer estranho para quem não está ambientado a história, mas o sentido final que a animação acrescentou bastante ao ideário do personagem, ainda que a qualidade do que ocorreu a partir dessa ressurreição seja discutível. O ponto de partido do personagem é a prisão secreta que fica no topo de uma montanha, chamada Stygeon, onde Darth Sidious deixa claro que não deixou o ex-aprendiz vivo por benevolência. Enquanto está encarcerado, Maul aguarda o resgate do conglomerado de bandidos que comandava, o Sol Negro.

Os desenhos de Juan Figeri não lembram muito os personagens live action, principalmente o Sith vivido por Christopher Lee. Sidious indica a Conde Dooku que investigue como o antigo discípulo conseguiu reunir um grupo de malfeitores e colaboradores como uma terceira força, longe tanto de separatistas quanto de republicanos. As conexões com Clone Wars seguem, com o acréscimo de Mae Talzin – a bruxa mestra de Dathomir – na história, auxiliando seu conterrâneo com outros guerreiros de seu planeta, a fim de fazer frente aos separatistas de General Grevious e do Conde.

Maul subjuga o militar robótico e o aprendiz veterano de Sidious, e é nesse ponto que aparecem as forças da república, em especial Obi Wan Kenobi, que se preocupa com o avanço do antigo rival e relembra a perda da duquesa mandaloriana Satine, que era por sua vez o mais próximo de par romântico que o Jedi teve em sua vida de dedicação a religião da Força, a mesma que exige dos seus a não posse de nada, inclusive de amores.

O personagem segue no universo expandido canônico de Star Wars. Já foi anunciada uma mini-série escrita por Cullen Bunn e com arte do brasileiro Luke Ross, além dele estar participando da animação Rebels. Enquanto isso, os eventos em Filho de Dathomir seguem com revelações bombásticas e uniões de inimigos contra um adversário em comum, mostrando os separatistas e o Sol Negro contra os Jedis.

O desfecho contém algumas mortes que se não são tão importantes, compensam por serem violentas e por terem um tom mais adulto até do que o programa televisivo original. O roteiro de Jeremy Barlow amarra algumas pontas soltas em Clone Wars, com quatro edições que melhoram de qualidade gradativamente, inclusive com eventos importantes, com mortes de personagens importantes, mas ainda com gancho para a continuação do destino de Darth Maul, que segue com um mistério em volta das suas duas sobrevivências. Mesmo sem um fim determinado em Darth Maul: O Filho de Dathomir, segue essa sendo uma das histórias em quadrinhos mais agressivas e importantes desse novo cânone, não caindo na mornidão da versão Star Wars da Marvel e da revista do Darth Vader, com um scritpt que não tem medo de encerrar participações de personagens coadjuvantes.