Resenha | Star Wars – Han Solo

Minissérie em cinco edições, Star Wars – Han Solo, tal qual Star Wars da Marvel e a primeira versão canônica da revista de Darth Vader se passa entre as aventuras dos filmes Uma Nova Esperança e O Império Contra Ataca. A capa da primeira edição é feita por Lee Bermejo e o roteiro Marjorie Liu, que já fez algumas historias dos X-Men, da X-23 e a série de livros Hunter Kiss, além de contar com a arte de Mark Brooks, conhecido por seu trabalho em Cable e Deadpool.

A história mostra Han negando sua vocação rebelde, se esgueirando na questão de contrabandista, fato que conversa bem com seu destino em O Despertar da Força, mostrando que essa é uma questão cíclica em sua vida. Aqui, Han e Chewbacca são chamados por parte da liderança dos rebeldes, incluindo um militar e a Princesa Leia. A autoridade do exército não o quer fazendo a missão secreta para os rebeldes, já a nobre de Alderaan quer que ele vá e depois de muito deliberar ele aceita. O estranho nessa história é que ela se passa muito próxima da revista Star Wars, da Marvel, e faz contradizer de certa forma alguns desses dramas e dessas tramas.

A missão consiste em sua participação em uma corrida, fato que poria à prova suas capacidades como exímio piloto que sempre se declarou. Esses elementos conversam bastante com quase todos os produtos do universo expandido, onde conhecemos Solo agindo em alguns de seus papéis como contrabandista, embora aqui ele esteja seja como um espião disfarçado. Apesar do anti-herói estar acompanhado de Chewie, o wookie quase não aparece, aliás, na chamada competição O Vácuo do Dragão mostra mais elementos de A Ameaça Fantasma do que de outros episódios, em atenção à corrida de pods que Anakin ainda criança venceu, sobre Sepulba, que aliás, tem um personagem de sua raça aparecendo aqui.

É no mínimo estranho que, logo na história que chama apenas Star Wars – Han Solo seja tão genérica e episódica a trama deste especial em cinco partes. A história é tão usual que faria mais sentido ser parte da revista mensal da saga, e não de um arco que foi lançado exatamente após o anúncio da morte do personagem nos cinemas. Mesmo os ganchos existentes soam oportunistas, não tem grande impacto sequer na edição posterior da revista. Além dessa falta de impacto, também pesa contra o especial o fato de que qualquer caçador de recompensas poderia ser a figura central da história de Liu.

Os balões de diálogo frisam que essa é uma emocionante e inesperada corrida em mil anos, e isso não se traduz realmente em algo palpável, ao contrário, para quem lê é mais esperado os eventos entre as ultrapassagens e não a competitividade ligada a velocidade e astúcia dos pilotos. Quase tudo que envolve essa pequena publicação é bastante genérica, e serve quase que só para no final mostrar uma aproximação afetiva de Leia e Solo que está sendo negada por ambos, e isso é muito pouco, até porque há pouca demonstração dos dois no mesmo quadro, sendo assim, o quadrinho, infelizmente, não foge muito do ordinário ou do medíocre, sendo fraca até em comparação com outras revistas de Star Wars do cânone recente.

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