Resenha | Star Wars – Lando

Como parte da iniciativa de introduzir quadrinhos com histórias dos personagens clássicos de Guerra nas Estrelas, Star Wars – Lando é executada pela dupla Charles Soule nos roteiros e Alex Maleev na arte. O ponto de partida da história mostra o trambiqueiro se envolvendo carnalmente com uma governadora imperial, uma moff, em um ambiente que faz lembrar o cenário aéreo de Bespin, introduzido junto com o personagem em Império Contra-Ataca.

Diferente do especial Han Solo, de Marjorie Liu e Mark Brooks, essa é uma história um pouco menos genérica, e apesar do caráter episódico, mostrando um dos últimos trambiques do personagem antes de se tornar um empresário do ramo de gás, há charme e alma nessa trama. Além, obviamente de focar em Lando, a revista também mostra Lobot, o ciborgue que o acompanha nos filmes, e que aqui, o ajuda no ofício de caçador de recompensas.

Lando intercepta um artefato precioso, que o faz ser perseguido por pessoas poderosas, entre elas o Imperador Palpatine, que põe sua guarda, chamada Guarda Imperial de Elite para persegui-lo, o que consiste em um belo fan service. O ritmo da aventura é um pouco rápido demais, fato que mata um pouco do impacto da história, mas o acréscimo da caçadora de recompensas Chanath Cha, enviada pessoalmente em busca da nave roubada pelo protagonista — que a roubou sem saber que se tratava de um veículo do Império.

O conjunto de personagens periféricos novos é bastante diversificado e se eles não são muito desenvolvidos dramaticamente, ao menos são visualmente marcantes, como os gêmeos felinos Aleksin e Pavol; Sava Korin Pers, que inclusive parece ter saído de alguma dos spin-offs de Jornada na Estrelas, em especial os visuais de Deep Space Nine.

Se o roteiro é bastante normativo, o mesmo não se pode dizer da arte. Maleev dá uma bela versão de Lando, dos personagens antigos e ainda capricha nos que aqui são introduzidos. As lutas são muito bem desenhadas, extremamente fluidas, e as páginas duplas também são de encher os olhos, compondo quadros que deixam o trabalho final grandioso em boa parte dos momentos.

No final, ao salvar seu antigo companheiro Lobot, ele responde a indagação de que ele não usaria blaster, para defender a sua vida e a dos seus. A história é repleta de pequenos detalhes que tornam a revista uma pequena pérola, com uma tramaa simples, certeira e que acerta demais na caracterização do malandro clássico que era o personagem de Billy Dee Williams.

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