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Resenha | Tex 607: A Filha de Satânia

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Tex: A Filha de Satânia é um quadrinho de linha das revistas Tex, publicada no número 607 da Editora Mythos de mesmo nome. A historia conduzida pelo escritor e editora da Bonelli Mauro Boselli, , e desenhada por Michele Benevento, mostra uma aventura do ranger Tex Willer, acompanhado de seu velho amigo Kit Carson, que veem a aproximação de uma moça, que usa as cores e o nome de uma bandida antiga, a bela e perigosa Satânia.

A exploração da personagem resgata a ideia de legado, como é bem comum nos comics norte-americanos, a filha de uma antiga vilã ressurge com o manto de sua mãe, como aconteceu inúmeras vezes, o Duende Verde  já foi Norman e Harry Osborn nas histórias do Homem-Aranha, pai e filho também já foram os portadores do nome Kraven, o Caçador e outros tantos personagens de DC e Marvel também usaram desse artifício, não só como malfeitores como mocinhos também. Isso ajuda a guardar semelhanças dessas aventuras de faroeste com o mainstream das historias populares nos Estados Unidos, embora não pareça nada gratuito, é só uma referência bem encaixada mesmo.

A historia é bem comum, mostra momentos escapistas, tem duelos entre animais selvagens e humanos, possui perseguições típicas entre herói e vilões, com capangas e estruturas bem normais a filmes e livros de western. Boselli escreve bem ao estilo dos clássico Bonelli, os desenhos de Benevento não tem uma grande movimentação ou dinamismo visual, a violência não é tão gráfica, até os tiroteios parecem lentos. Além disso, o texto é verborrágico, há um excesso de explicações, para o leitor que não está acostumado com o comum dentro das revistas da editora italiana.

Se a ação não é tão gráfica, ao menos os cenários são bem detalhados, fato que ajuda a fomentar o tom tradicional da historia, que mira ser um conto escapista de tentativa de revanche, como um bom episódio das séries de faroeste que povoavam as sessões de matine nos cinemas ou as manhãs e tardes das televisões antigas. Tex: A Filha de Satânia apesar de ser uma historia bem recente, de 2019, possui um tom bem clássico, condizente com os momentos típicos do herói que enfrenta os fora da lei do velho oeste americano.

Filipe Pereira

Filipe Augusto Pereira é Jornalista, Escritor, quer salvar o mundo, desde que não demore muito e é apaixonado por Cinema, Literatura, Mulheres Rock and Roll e Psicanalise, não necessariamente nessa ordem.
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