Review | Back Street Girls: Gokudolls

Você é membro da Yakuza e, junto com outros dois companheiros, falham novamente em uma missão. Vocês imploram misericórdia ao chefe, que lhes dá duas opções: morrer ou ir à Tailândia para fazer uma cirurgia de mudança de sexo e se tornarem um grupo de J-POP que gerará lucros para ele.

Cinco segundos para decidir. VAI!

Se você ainda está vivo, então optou pela segunda opção. Assim começa Back Street Girls: Gokudolls.

A história parece esdrúxula – e é, MUITO -, mas justamente isso que dá a graça do anime. O tom da série é bem caricato e exagerado, inclusive a dublagem brasileira manteve esse espírito de forma sensacional, tanto nas atuações de voz quanto nas adaptações de tradução. Os três protagonistas possuem duas vozes: a feminina na realidade e a masculina nos pensamentos, o que dá uma dinâmica interessante à obra, afinal, o maior desafio é mudar sua natureza de membros da Yakuza para garotas fofinhas cantoras de J-POP. O engraçado é ver a mudança gradual dos personagens, aos poucos se acostumando com os novos corpos e vidas, apesar de a natureza Yakuza nunca lhes abandonar.

A narrativa vai se desenvolvendo em pequenos capítulos dentro de cada episódio, não havendo uma trama principal robusta, e sim um andamento de “sitcom semanal”. O grande ponto central é o desenvolvimento dos protagonistas e suas desventuras no show business. Vale a pena assistir pelo humor bizarro e situações absurdas com toda aquela carga de exagero já conhecida das animações japonesas.

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