Review | Megalo Box

No submundo das lutas clandestinas,  um sujeito se destaca. Sem nome, sem origem conhecida, ele luta para ganhar algum dinheiro e sobreviver. Até que seu “empresário” e treinador sugere alçar voos mais altos: ingressar no Megalonia, o grande torneio de megalo box.

Megalo box? O que diabos é isso? Basicamente o nosso boxe, porém os lutadores utilizam um gear, equipamento acoplado nos braços. Seria um boxe cyberpunk futurista dos anos 1960.

À primeira vista, o anime parece antigo, seja pela ideia ou mesmo pelo estilo gráfico. Apesar de ter sido lançado em 2018, Megalo Box é uma comemoração aos 50 anos (sim, eu disse CINQUENTA anos) do mangá Ashita no Joe, um grande clássico no Japão, mas praticamente desconhecido aqui no Brasil. Recentemente, a série foi disponibilizada na Netflix.

Nosso protagonista sem nome vai iniciar uma árdua trajetória para ingressar no Megalonia. O primeiro passo, vejam vocês, é forjar uma identidade falsa. Daí ele adota o nome Joe. Para ganhar destaque rápido, ele subverte o megalo box e passa a lutar sem utilizar o gear, equipamento básico do esporte. A duras penas, ele consegue vencer seus oponentes, e o nome Joe Sem Gear (ou Gearless, em inglês) ganha notoriedade e chega aos ouvidos dos organizadores do Megalonia.

O grande objetivo de Joe é vencer o campeão do Megalonia, Yuri, um lutador extremamente habilidoso que utiliza um gear diretamente ligado em seu corpo. Ao longo da história, Yuri se identifica muito com Joe e passa a nutrir um grande desejo em enfrentá-lo.

Toda a jornada de Joe é acompanhada por seu treinador, Nanbu, um trambiqueiro de marca maior que arranjava lutas para o protagonista. Ele será o grande responsável pela ascensão de Joe até o Megalonia, apesar de vários problemas no processo, inclusive atritos na amizade. O pequeno Sachio, um garoto órfão, acaba se juntando a eles para acompanhar de perto essa jornada.

Como podem notar, a história é bem simples. O que traz boas doses de emoção são as lutas, muito legais por sinal. Não há superpoderes, tudo é bem calcado na realidade.Até mesmo os gears, que seriam o elemento fantástico da obra, são verossímeis, a maioria deles seriam possíveis de existirem nos dias atuais.

São 13 episódios que fecham bem a história, e não deixa muitos indícios se haverá continuação. Existe a possibilidade de continuar a história? Sim. Mas já é bem satisfatório o modo em que ela termina. É uma sensação de “fechamento de um ciclo”. Recomendado para quem gosta dessa pegada mais antiga dos animes, ou mesmo quem quer apenas um bom passatempo.