Review | Shazam! (The Kid Super Hour With Shazam)

Exibido no canal NBC no ano de 1981, Shazam! era um desenho animado que mostrava a Família Marvel, chamada na versão dublada de “Os Poderosos Marvels”. O desenho passava em um dos blocos do programa de auditório da Filmation, The Kid Super Hour With Shazam, junto a outra série animada chamada Hero High. Aqui no Brasil ele foi distribuído pela Focus Filmes, primeiro na extinta Rede Manchete e depois no SBT. Tal qual outros seriados da Filmation, Shazam! era mal animado, utilizando rotocospia – técnica que desenha em cima de filmagens feita por atores reais – e muita repetição de quadros.

Na trama, Billy Batson era um repórter que apresentava um programa na TV Whiz, e contava no elenco fixo com sua irmã, Mary, e o jornaleiro, Freddy Freeman, amigo dos dois. Juntos eles formavam a família Marvel. O tom dos episódios era bastante infantil. Em quase todos os doze episódios, os vilões chamam o Capitão de Grande Queijo Vermelho.

Na abertura dublada se detalha cada um dos poderes do Capitão, mas quando se trata de Mary, só se “nomeia” a letra H, falando que ela tem a beleza de Helena e os demais poderes de deusas cujas iniciais formam Shazam. Isso soa ridículo, mesmo se tratando de um desenho para crianças, nem mesmo Superamigos soava tão bobo, mesmo sendo de décadas antes. O teor do seriado é bastante bobo, com os vilões sabendo a identidade dos Marvels e tendo diálogos bastante expositivos. Na maior parte das vezes a série lembra os antigos cartoons baseados nas histórias da Archie Comics, mas sem o mesmo charme que essas produções possuíam.

Um dos episódios mais interessantes traz a origem do Adão Negro de Black Adam, explicando um pouco de quem era Tet Adam, discípulo antigo do Mago Shazam e que acabou cinco mil anos aprisionado, no fim do universo e voltou a Terra para ressuscitar sua amada, a princesa Jamai. Anos mais tarde, Paul Dini ficaria famoso por produzir os desenhos animados da DC, com Batman – The Animated Series e seus derivados, mas ele também escreveu alguns roteiros dessa série, curiosamente os que mais se aproximam de não serem medíocres.

De resto, aparecem outros vilões, os heróis vão até o Rio de Janeiro e cruzam o Brasil como se ele fosse do tamanho de Macaé, e ainda há um crossover com Hero High. Se ao menos tivessem mais orçamento para variar os quadros, certamente Shazam seria melhor. Ainda assim, esta é uma versão bem semelhante aos quadrinhos clássicos, e reúne vários dos elementos que fizeram do personagem algo popular nos anos 40, mas sem revitaliza-lo para épocas mais recentes, como foi com Batman, Superman e outros ícones da cultura pop.

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