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Review | The Flash – 4ª Temporada

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The Flash surgiu como um seriado promissor no Canal CW, após as ótimas primeira e segunda temporadas, a produção teve uma baixa na qualidade, entregando uma terceira temporada bastante regular. Contudo, é inegável que o Flash é um dos principais e mais poderosos heróis da DC Comics, além de ter um papel bastante fundamental e que interfere diretamente em todas as outras séries do canal que fazem parte do chamado “Arrowverse”.

Ao derrotar Savitar na temporada anterior, deixando a Força de Aceleração completamente desestabilizada, o que faz com que Barry Allen (Grant Gustin) precise abandonar sua Terra, o team Flash, juntamente com Iris (Candice Patton) e Joe (Jesse L. Martin) unem forças para trazer Barry de volta. O plano funciona, mas Barry volta à Terra completamente estranho, como se ele não pertencesse a aquele local. Porém, a questão é rapidamente resolvida e já damos início à premissa principal desta temporada. A produção do seriado é expert em causar aos fãs anticlímax por resolverem rápido demais as questões deixadas em temporadas anteriores. Foi assim com relação à adaptação de Ponto de Ignição, cuja resolução se deu em apenas um episódio e foi assim com a questão da Força de Aceleração.

Novos meta-humanos começam a aparecer em Central City e a equipe logo descobre que todos eles estavam dentro de um ônibus que foi atingido exatamente na mesma hora em que Barry Allen é resgatado da Força de Aceleração. Barry, obviamente, se sente responsável e somos apresentados a Ralph Dibny (Hartley Sawyer), um dos integrantes do ônibus. Dibny é um ótimo personagem. De início, sabemos que ele era um ex-policial em Central City e que após sua demissão, se tornou detetive particular. Acontece que ele é um cidadão asqueroso, especialista em deixar as pessoas desconfortáveis com suas piadas nojentas, que quase em sua maioria tem a ver com sexo, gases e coisas do tipo. Resumindo, o cara é o tio do pavê, mas possui o poder de se esticar. Acontece que Ralph Dibny, apesar de sua personalidade esquisita é um homem sozinho e não demora muito para começar a integrar a equipe de Barry como o Homem-Elástico.

Com o sumiço dos metas que estavam dentro do ônibus, Barry (que é policial em Central City) e Joe passam a investigar o caso. Paralelamente a isso, Cisco Ramon/Vibro (Carlos Valdes), Caitlin Snow/Nevasca (Danielle Panabaker), Iris West e Harry Wells (Tom Cavanagh), usam de toda a tecnologia do S.T.A.R. Labs para chegar onde a polícia de Central City não consegue. Vale destacar que o Wells que ajuda a equipe nesta temporada é o Wells da Terra 2 e que já nos visitou na segunda temporada do seriado. Harry, embora tenha uma mente brilhante, assim como todos os Wells, é impaciente e bastante grosseiro e não se dá muito bem com Cisco.

Com a investigação que se avança, a primeira parte da temporada agrada aos olhos de quem assiste e é focada no fanatismo de Barry pelo professor Clifford DeVoe (Neil Sandilands), que está por trás dos desaparecimento dos metas que estavam no ônibus. Acontece que os álibis de DeVoe o isentam de qualquer tipo de acusação, principalmente pelo professor ser paralítico, o que, de certa forma, o impossibilitaria de cometer tais crimes. Mas Barry desacata até as ordens do capitão da polícia. Suas ações levam a encontrar o corpo de DeVoe e o herói acaba preso.

Com a prisão de Barry, a equipe precisa lidar sozinha com os crimes na cidade, mas as coisas acabam não dando muito certo e Vibro, Nevasca e Homem-Elástico parecem não dar conta das questões que envolvem à segurança da cidade, principalmente com a vilã Amunet Black (Katee Sackhoff) ganhando força na cidade e atrapalhando os planos da equipe. Vale destacar que nos quadrinhos, a vilã é conhecida como Forja, mas esse nome, nunca foi usado no seriado.

Como já é costume, logo na primeira metade da temporada tivemos o episódio Crise na Terra X, que fez parte do já tradicional mega crossover do canal CW, que juntou, novamente, o elenco de FlashSupergirlArrow e Legends of Tomorrow. Confira todos os detalhes desse encontro clicando aqui.

A temporada passa a perder muita força quando Barry consegue sair da prisão e DeVoe passa a mudar sua forma física. O vilão, devidamente estabilizado como o Pensador, passa a absorver os poderes dos metas que sequestra com o objetivo de deixá-lo indefectível contra o velocista escarlate e sua equipe e também para dar seguimento ao seu maligno plano, e isso faz com que ele sempre esteja passos à frente da equipe. O problema é que os produtores optaram por não fazer uma linha contínua com a história principal, sempre interrompendo o ritmo para colocar episódios que, as vezes, não tem nada a ver com a trama principal, dando um pouco mais de atenção aos episódios conhecidos como fillers, indo de maneira contrária a que Arrow fez em sua sexta temporada. Assim, a temporada seguiu sem graça até o seu desfecho onde coisas interessantíssimas aconteceram nos episódios finais.

Apesar dos últimos episódios terem sido bons, o que chamou a atenção não foi exatamente o desfecho da derrota Pensador, mas sim, o que aconteceu com a equipe e os sacrifícios que ela precisou fazer para começar a trilhar esse caminho de vitória. Como sempre digo, Tom Cavanagh é o melhor ator do elenco, seja como Eobard Thawne, seja como Harry Wells, ou H.R. Wells. A relação de Harry e Cisco evoluiu muito nessa temporada e Harry se tornou mais humano, mesmo abrindo mão de toda sua inteligência ao tentar replicar o dispositivo que multiplicou a inteligência de DeVoe. Ver Harry tentando solucionar questões e a cada dia estar menos inteligente e útil para a equipe foi algo bem doído de se ver. Méritos a Cavanagh que sempre dá show. Outro detalhe que chamou a atenção na temporada foi as participações esporádicas de uma jovem personagem, ainda sem nome, mas que, acredita-se que terá um papel fundamental na próxima temporada.

Flash, talvez, tenha nos mostrado sua pior produção até então. Sua quinta temporada é aguardada com ansiedade, por causa da promessa de termos uma viajante do futuro que vai interferir diretamente na vida de Barry e Iris, mudando suas vidas para sempre.

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David Matheus Nunes

Advogado, adora cinema, música e literatura. Fã de futebol e da Formula 1, tem a fotografia como hobbie. É baterista, aspirante a baixista, além de brincar com o Photoshop nas horas bem vagas.
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