Review | The Mandalorian – Chapter Six: The Prisioner

Mais longo entre os capítulos, pelo menos até agora, o sexto episódio de The Mandalorian começa com Mando indo até uma base estelar num espaço não identificado, onde encontra Ranzar Malk (Mark Boone Júnior), lá ele é bem recebido, cumprimentado por um sujeito que parece ser seu amigo, apesar da frieza do personagem principal.

Até pelo nome do capítulo, The Prisioner, se percebe que toda a amistosidade é um despiste, ao menos dos outros caçadores de recompensa que estão na base, dando sinais de que a guilda que contratou Mando (Pedro Pascal)conseguiu passar sua mensagem para praticamente toda a galáxia. Também se pincela um pouco de como funciona a política da Nova República, embora só arranhe mesmo, ao falar de como funciona o policiamento na galáxia.

Uma força tarefa é montada, para uma missão secreta, uma tentativa de liberar um prisioneiro, numa base da república, e os “canalhas” apresentados se reúnem em torno desse objetivo. Essa configuração faz lembrar um pouco o mote de Rogue One, embora aqui não houvesse qualquer nobreza na causa, e sim apreço pelo dinheiro, como é comum entre mercenários. A questão moral e ética não é super valorizada.

O roteiro e as situações são bem simples, o desenrolar dos fatos é violento e cruel, o episódio é quase como um filme de prisão em miniatura e ambientado no universo de Star Wars, e Rick Famuyiwa faz uma direção bem econômica e competente, sobretudo nas cenas de ação, que mostram combates francos, dignos, emulando dessa vez a sujeira moral e física dos westerns spaghetti.

Famuyiwa também injeta elementos de filmes de assalto, incluindo aí uma reviravolta com os que trabalharam com Mando, mostrando que o jogo que ele exerce o faz estar por cima da cadeia alimentar, mostrando-o como um estrategista acima dos seus semelhantes, capaz de ardis inesperados.

Até aqui Jon Favreau consegue produzir uma série que até utiliza alguns bons clichês de Guerra Nas Estrelas, mas que não pesa a mão em questões envolvendo misticismo, e que acerta cada vez mais por mostrar confins distantes da galáxia, com o excelente pretexto de mostrar as tentativas de fugir e de viver em paz que o personagem-título faz.

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