Review | The Seven Deadly Sins

A jovem princesa Elizabeth sai em uma jornada solitária em busca dos poderosos guerreiros denominados Os Sete Pecados Capitais. O motivo? Vencer a tirania dos Cavaleiros Sagrados que tomaram o poder em seu reino, Liones. Porém, os Sete nunca mais foram vistos após serem expulsos pelos Cavaleiros Sagrados.

Na verdade, os Sete foram acusados de tentar um golpe de Estado no reino de Liones, e os Cavaleiros Sagrados, a princípio, se mostraram como os mocinhos da história. Mas foram os Cavaleiros Sagrados que acabaram dando o golpe e tomando o poder em Liones. Agora, os Sete estão desaparecidos e Elizabeth precisa encontrá-los, pois são os únicos que têm poderes equiparados aos Cavaleiros Sagrados. Elizabeth encontra uma curiosa taverna administrada pelo fanfarrão Meliodas. Em determinada situação, ele acaba se revelando o líder dos Sete Pecados, e acompanhará Elizabeth em sua jornada para encontrar seus outros companheiros e vencer a tirania dos Cavaleiros Sagrados.

Até aqui, não parece algo original. Entretanto, os personagens carismáticos junto à narrativa competente tornam The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai) um baita anime divertido e envolvente, no melhor estilo shonen. Ao longo dos episódios, a história cresce bastante, e os personagens acompanham. Elizabeth se mostra corajosa e Meliodas um tremendo guerreiro poderoso.

Por enquanto, temos duas temporadas do anime, disponibilizadas na Netflix, além de alguns episódios de transição entre elas. Na primeira, teremos a saga pela libertação de Liones, enquanto que na segunda aparecerá uma ameaça grandiosa: Os Dez Mandamentos, demônios extremamente poderosos. O misterioso passado de Meliodas também revelará situações macabras.

O ponto forte do anime são os personagens, muito variados e carismáticos. Os membros dos Sete Pecados são muito distintos, com poderes e características únicas. Sua lealdade ao capitão Meliodas é enorme, existindo um laço muito especial entre todos eles. Situações extremas são constantes no anime, e muitas vezes surpreendem pelo nível de maturidade em um anime aparentemente infanto-juvenil. Questões profundas são abordadas, especialmente nas reflexões internas de Meliodas e no passado melancólico de Bam, outro dos Sete.

Diversos elementos visuais criam a mitologia daquele mundo, que se assemelha à Europa Medieval com toques de fantasia. Por exemplo, a taverna de Meliodas fica nas costas de uma porca verde gigante (!), que é mãe do porquinho falante Hawk, companheiro de Meliodas. As armas e poderes são bem diversificados e, muitas vezes, criativos, com exageros que intensificam as cenas de ação. Existem monstros e demônios com influências da cultura oriental e ocidental. Nestes pontos, o anime é muito bom.

Por mais elementos criativos que tenha, o anime, obviamente, não se exime de clichês, o que não chega a ser um problema, pois são bem utilizados. É claro, existem pontos que podem incomodar algumas pessoas, como os momentos em que Meliodas fica apalpando Elizabeth das formas mais esdrúxulas e gratuitas possíveis. Existe uma nuance bem sensível aqui, pois, apesar de não haver um relacionamento formal entre eles, claramente há um forte laço emocional que os une, e Elizabeth não demonstra reprovação (apesar de ficar desconcertada). Porém, contudo, entretanto, todavia, é totalmente aceitável se incomodar com isso, pois não acrescenta nada à história, e sim, é muito desnecessário. Coisa dos japoneses…

No final das contas, é um anime que vale muito a pena acompanhar. O ritmo frenético, história crescente, personagens carismáticos, é um belo entretenimento. Aproveite para fazer uma maratona antes do lançamento da terceira temporada, prevista para este ano. Vale dizer que a dublagem brasileira está excelente, com boas atuações e vozes  compatíveis. A qualidade tem uma queda na segunda temporada, e com algumas mudanças de vozes devido a mudanças de estúdio e problemas diversos.

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