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[Friamente Calculado] Minha Noite com Justin Bieber

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Há quatro anos, por uma razão ainda desconhecida pela ciência, eu decidi ligar uma televisão e assistir ao canal MTV. Para minha completa falta de surpresa, uma criatura andrógina apareceu na tela e começou a cantar uma melodia irritante. Na metade do horrível clipe eu decidi que aquele ser só poderia ser uma menina, não mais velha do que doze anos de idade. Só podia ser isso, de acordo com suas características físicas. Só podia ser isso, eu acreditava.

Logo depois, fiquei pessoalmente irritado com aquilo. Afinal, era muita cara-de-pau da indústria de música norte-americana de tentar vender uma pobre criança como um astro pop. Precisávamos mesmo de outro desastre como Michael Jackson?

O tempo passou e eu não dei mais atenção ao assunto. Eventualmente a verdade veio à tona. Descobri que aquele artista era um homem e seu nome era Justin Bieber. E que ele não era uma criança, mas um adolescente de dezesseis anos de idade. E o mais chocante: ele era canadense! Eu fiquei sem reação ao saber de tudo isso.

Esse foi meu primeiro contato com Justin Bieber. Até hoje eu guardo a memória nítida de como aquilo me afetou negativamente. Não só eu estava irritado como estava confuso.

Anos mais tarde, o destino iria me mostrar que eu não estava tão errado em minha primeira reação quanto ao astro pop.

*****

Era novembro do ano passado e eu tinha um trabalho no Rio de Janeiro. Mais um alvo padrão: colombiano, traficante de cocaína, gordo, idiota e, claro, viciado em animes. Meus contatos diziam que ele iria passar uma noite em um puteiro, o que me dava a oportunidade perfeita para o serviço. Um puteiro no Rio de Janeiro, pensei. Muito apropriado.

Preparei o terreno com antecedência e me vesti a rigor. Coloquei a máscara e o uniforme negros. Me armei com pistolas, granadas, metralhadoras, facas, rifles, dinamite, bazucas e um revólver. É, dava pro gasto. Ainda não tinha decidido se iria me livrar dele com uma pistola ou uma lâmina.

Entrei sorrateiramente no recinto. Explodi a porta do quarto onde o alvo estava com explosivo plástico. Adentrei o quarto e notei que o alvo estava acompanhado de duas profissionais do sexo em cima dele, vestidas como Asuka e Rei. Ambos me olharam com medo por um segundo. Foi o tempo que levou para eu sacar e acertar uma shuriken na testa do alvo, matando-o imediatamente. As prostitutas começaram a gritar e pude ouvir os guardas do alvo se aproximarem. Saí pelo corredor e corri até o elevador recém chegado ao andar.

Entrei antes que as portas se fechassem. Foi quando percebi que havia uma garota ali comigo.

*****

Agarrei-a com rapidez, fechando-lhe a boca. Pude sentir seu corpo leve e frágil se tencionar por completo sob o toque de minhas mãos. Esperei ela entender a situação. Ela relaxou um pouco, então retirei minha mão lentamente de seus lábios.

“Q-Quem é você?”, ela me perguntou em um inglês perfeito.

“Isso não importa. O que importa é que sou perigoso. E eu posso fazer o que quiser com você”, respondi com minha voz áspera e meu inglês de Cambridge.

Senti-a se retesar novamente. Não pude deixar de notar a volúpia de seu corpo. Era difícil manter o profissionalismo perto de uma figura tão atraente como aquela.

“A questão é: quem é você, mocinha?”, perguntei.

“E-eu sou... Justin Bieber”, ela respondeu, em um desabafo.

Por um momento minha mente não processou a informação. Virei-a completamente, até poder olhar diretamente para ela. Então percebi: era, de fato, Justin Bieber, o cantor pop mundialmente famoso. Seus olhos gentis me olhavam com medo e sua face se enrubescia de vergonha.

“Mas que porra? O que você está fazendo aqui?”, exclamei.

Ele (?) me olhou confuso, sem saber o que responder. Ouvi as vozes dos guardas se aproximando e tive que agir rapidamente. Agarrei Justin pela cintura e o apoiei em minhas costas. Escalei as paredes do elevador e sai pela portinhola superior. Subi pelos cabos de aço, com Justin a tiracolo, enquanto os guardas descarregavam sua munição no elevador vazio. Chegamos até o terraço do pequeno edifício e pus Justin de pé.

“E agora? Estamos sem saída!”, declarou Justin, com sua voz angelical.

“Sempre há uma saída. E eu sempre estou preparado”, respondi.

Fui até a porta de acesso do terraço, onde havia uma grande massa apoiada na lateral, coberta por um pano negro. Retirei a camuflagem e revelei a Kawasaki Ninja 300, totalmente preta, que eu havia posto ali caso surgisse uma emergência como aquela. Subi na motocicleta e olhei para Justin.

“Vai subir ou quer morrer aqui?”, intimei-o.

Ele se levantou desajeitadamente e correu afeminadamente até a moto, onde montou na garupa e se agarrou firmemente a minha cintura com suas mãos aveludadas. Essa sensação já estava me incomodando, mas eu não tinha tempo para lidar com aquilo agora.

“Que barulho é esse?”, Justin me interrompeu.

Percebi o ruído e entendi que tínhamos pouco tempo. Empinei a moto e comecei a acelerar. Foi nesse momento que o helicóptero com os guardas apareceu e a chuva de balas começou a cair sobre nós. Preparei o salto com precisão. A moto saltou entre um terraço e outro e eu saquei minhas duas metralhadoras uzi no ar, cravando o helicóptero de projéteis até ele explodir, matando todos em uma gloriosa bola de fogo. Justin não pôde conter o grito típico de adolescente histérica até pousarmos do outro lado. Depois de sairmos da moto, percebi que o astro pop estava tremendo.

“Você pode conseguir um táxi aqui perto. Até mais”, disse a ele, me retirando.

“Não, espere”, ele (?) disse. “Me leve com você”, pediu timidamente, fitando-me com aqueles lindos olhos castanhos.

Percebi que poderia aproveitar aquela oportunidade para sanar minha dúvida.

*****

Chegamos até o meu quarto de hotel, onde o jovem se acomodou e eu tomei um banho para tirar o cheiro de sangue e pólvora da minha pele. Saí do banheiro somente com a toalha, cobrindo minha cintura, e minha máscara. O artista pop olhou-me surpreso, mas desviou o olhar, fingindo não ter manjado a minha rola.

“Você nunca tira a máscara?”, Justin perguntou, tentando mudar de assunto.

“Não”, respondi secamente. “Nunca”.

Bieber cruzou as pernas de uma maneira peculiar, o que me chamou atenção.

“Então, você é uma espécie de assassino?”, ele me interrogou.

“Não te interessa. Eu sou o cara que salvou sua vida e isso é tudo que você precisa saber”, respondi, enquanto me servia de uísque.

Observei o suposto garoto por um instante e decidi arriscar.

“Sua postura, sua voz, suas feições, seu perfume... Me diga, o que tem de tão estranho em você?”, perguntei.

Justin me olhou atônito, como se eu tivesse contado uma anedota sexual sobre a mãe dele.

“E-eu não sei do que você está falando!”, ele respondeu, com uma voz mais feminina do que o normal.

Me aproximei. Ele estava visivelmente desconfortável e tentando esconder algo. Eu não tinha mais paciência para aquele joguinho, então subitamente coloquei minha mão em sua virilha e apertei. Justin deu um salto e caiu na cama onde estava sentado. Eu olhei para ele e sorri, com minhas dúvidas respondidas. Não havia nada ali, nenhum pacote em sua calça.

“Sempre desconfiei que você fosse mulher”, comentei. “Porque a fachada?”, perguntei.

Justin olhava para o teto sem falar, atônita. “Eles convenceram minha mãe a fazer isso, quando eu ainda era bem jovem. Disseram que eu nunca faria todo o sucesso que eu poderia sendo mulher... Que fingindo ser um menino eu ganharia muito mais fama”.

“Qual é seu nome de verdade?”, interroguei.

“Justina”, ela respondeu finalmente. “Justina Bieber. Você é a primeira pessoa para quem eu conto isso em anos”, completou.

“E quanto as suas namoradas? Selena Gomes?”, indaguei.

“Ah, é tudo fachada. A indústria da música já faz isso há décadas para encobrir a orientação sexual de seus artistas. E a Selena é uma grande amiga... Na verdade o problema dela é o inverso do meu.”, ela comentou.

“Como assim?”, perguntei.

“Bem, ela na verdade é um homem fingindo ser uma menininha”, respondeu.

“Oh”, eu disse, enojado com a indústria da música. “Diga-me Justina... Você já teve um namorado?”, perguntei impulsivamente.

“Na-não. Nunca tive tempo para essas coisas. Dedico todo meu tempo a minha carreira...”, ela respondeu, melancólica.

O silêncio tomou conta do recinto. A tensão sexual entre nós era quase palpável no ambiente. Ela me olhava com desejo e receio e eu a olhava com uma ereção massiva. Não pude mais me conter e me atirei contra ela, beijando sua boca e abraçando seu corpo macio. Arranquei as calças dela em um movimento. Ela soltou um leve grito quando aproximei minha cabeça entre suas pernas e comecei a beijar seus lábios... Lambendo sua flor intocada.

“Não, não faça isso!”, ela implorou com um sussurro. “Eu nunca fui tocada aí!”.

Ela começou a gemer alto com sua voz angelical. O ritmo aumentando e seu corpo ficando cada vez mais relaxado. Até que, enfim, ela encontrou o clímax. Envergonhada de seu lindo orgasmo, ela abriu os olhos, me convidando a fazer mais. Eu retirei minha toalha e ajeitei o quadril dela na cama. A penetração foi lenta e vigorosa. O corpo de Justina se contraiu com a entrada e ela deu um gemido de dor quando seu hímen foi rompido, mas logo estávamos em um ritmo alucinado.

Continuamos durante toda a noite. Suor, sêmen e saliva se misturavam enquanto nossos corpos se deliciavam mutuamente. Logo Justina revelou-se uma típica menina de família: recatada e virginal nas aparências, mas uma puta maluca na cama. Quando menos percebi já estávamos brincando de quantos objetos podíamos colocar em sua vagina. Foi um sexo selvagem e descontrolado. Eu mesmo não transava assim desde a quarta série.

Ao raiar do Sol, eu já tinha violado Justin Bieber em todos os seus orifícios. Ela, exausta e satisfeita, caíra em um sono profundo na cama, dormindo como um anjo. Eu, por outro lado, estava bem acordado e contemplando um dilema:  ia embora como sempre ou ficava e tentava algo novo com a minha vida?

Como criatura do hábito que sou, segui meu código e decidi ir embora. Mas não pude ir sem antes lhe dar um beijo de despedida.

*****

Nunca mais encontrei Justin Bieber.

Às vezes me pego pensando o que poderia ter sido da nossa história se eu tivesse permanecido naquela noite. Eu teria largado minhas armas e começaria uma família com ela? Ela ainda fingiria ser homem para ganhar dinheiro de fãs retardadas? Ficaríamos juntos?

De qualquer maneira, são águas passadas.

Eu sempre guardarei na memória o perfume do seu cabelo e a maneira erótica com que ela gritava “Baby! Baby! Oww!” a cada estocada que eu dava em seu cu.

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Texto de autoria de "The Nindja".

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