Quadrinhos

Resenha | Pokémon: Red Green Blue

Compartilhar

Lançado originalmente em 1997, com roteiro de Hidenori Kusaka e arte de Mato, Pokémon Adventures (Pocket Monsters Special no Japão), conta em seus primeiros três volumes, intitulados Pokémon: Red Green Blue,a estória de Red, um jovem da cidade de Pallet que tem como sonho se tornar um grande mestre Pokémon. Pokémon Adventures tem como base os acontecimentos do Jogo Pokémon Red e Green (posteriormente foi lançado a versão Blue) lançado para o Game Boy, a plataforma portátil da Nintendo, em 1996. Diferentes da animação adaptada para televisão no mesmo ano, o mangá possui uma estória bem linear com acontecimentos que se entrelaçam com o tempo, mesmo não seguindo a estória exata do jogo.

Durante uma caçada Pokémon, Red se encontra com Blue e se tornam automaticamente rivais. Red decide se tornar mais forte e para isso se envolve numa jornada de se tornar um mestre Pokémon. Para isso, procura a ajuda do Professor Carvalho, um velho cientista recluso em sua cidade natal, e que Red mais tarde vem a descobrir ser o avô de Blue.

Coma ajuda do Professor, Red começa sua viagem pelo continente de Kanto para coletar todas as oito insígnias Pokémon que irão permitir com que ele entre na grande Liga Pokémon, desafie os maiores mestres de todos os tempos e assim se torne o maior Mestre Pokémon de Kanto. Red também terá que se juntar a novos aliados para combater a terrível Equipe Rocket, uma organização maligna que está atrás do uso de Pokémons para fins ilícitos.

No decorrer das aventuras do protagonista, as semelhanças das estórias comparadas ao jogo são mais ou menos as mesmas, mas com algumas variações. A cada cidade, Red tem que resolver um problema relacionado a um personagem chave para garantir sua contenda com um o líder do Ginásio Pokémon local para conseguir sua insígnia, ou apenas para atrapalhar os planos da terrível Equipe Rocket. Porém, dessa vez, os líderes de Ginásio Brock e Misty não se juntam a Red como no anime e nada de Jessie e James nem Meowth nesse mangá, e sim uma segunda protagonista feminina, a treinadora Green se junta a Red e Blue para combater os vilões.

Mesmo sendo apenas três volumes, a estória não se torna corrida. Não que os personagens secundários sejam bem explorados e desenvolvidos. Algumas páginas até utilizam caixas de texto excessivas para explicar alguns acontecimentos, mas levando em conta se tratar de uma aventura básica de ação, não chega a atrapalhar a trama. Os cenários estão sempre em movimento com a jornada de Red, e alguns outros personagens estão sempre retornando para ajudá-lo em alguma coisa, diferente do conteúdo original, onde essas aparições são mais raras.

A arte do mangá de Mato é bastante parecida com a arte utilizada para divulgação dos jogos, o que torna o mangá um pouco mais próximo da fonte original comparada se comparado com o anime, que possui um visual próprio, trazendo tanto os Pokémons quanto os personagens humanos mais próximos ao que vemos no jogo. As cenas de combate são bem elaboradas e dinâmicas, sendo divertidas de visualizar, além de algumas rápidas referências que vem de jogos subsequentes ao qual este mangá se baseia.

Comparado ao jogo, Pokémon continua sendo uma história rasa e superficial. Não que este necessite de uma densidade maior de roteiro, porém, comparada ao conteúdo que se baseia e ao público direcionado, possui uma trama interessante, fluida e curiosa o suficiente para manter uma leitura periódica.

Compre: Pokémon RGB.

Texto de Bruno Gaspar.

Acompanhe-nos pelo Twitter e Instagram, curta a fanpage Vortex Cultural no Facebook e participe das discussões no nosso grupo no Facebook.

Vortex Cultural

Um autômato a serviço do site... ou não.
Veja mais posts do Vortex
Compartilhar