[Na Vitrola] Top 10 – Melhores Discos de 2012

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2012 foi um grande ano para a música com diversos ótimos discos lançados em todos os estilos musicais, logicamente, se você esperava menção deles na grande mídia se deu mal. Após muita dificuldade, consegui comprimir minha lista de álbuns para dez dos meus preferidos, apesar de não ser tão eclética quanto a lista de 2011, procurei diversificá-la, dentro do possível, espero que curtam.

Leonard Cohen – Old Ideas

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Depois de anos afastado do cenário musical, Cohen fez um de seus melhores discos, unindo canções intimistas repletas de melancolia e pitadas de humor que apenas um quase octogenário como ele poderia fazer. Cohen utiliza sua voz cada vez mais grave para falar sobre espiritualidade, dor, amor opressivo e sexo, demonstrando ser extremamente relevante ainda hoje.

Dinosaur Jr. – I Bet On Sky

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Após a reunião do Dinosaur Jr. em 2007 com Beyond, o trio demonstrou que mesmo anos afastados ainda tinham uma química incrível. Em 2009 veio Farm, excelente álbum e a comprovação de que a banda tinha vindo para ficar. Três anos depois, I Bet on Sky só comprova o que os discos anteriores já haviam deixado claro, a capacidade de composição da banda e a consolidação de um ótimo retorno com uma sequência de três ótimos álbuns, todos completamente despretensiosos.

Blackberry Smoke – The Whippoorwill

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Apesar de ainda pouco conhecida por aqui, o Blackberry Smoke pouco a pouco vem fazendo barulho. A banda existe desde 2000 e The Whippoorwill é seu terceiro álbum de estúdio e consolida a banda como uma das melhores da atualidade. Junte The Faces, Lynyrd Skynyrd, Rolling Stones, Hank Williams e Allman Brothers e você terá uma ideia do que esperar do álbum. Discaço!

Black Country Communion – Afterglow

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Com dois álbuns lançados e uma tensão entre o quarteto, Afterglow parece ser o último disco do Black Country Communion. Uma pena. Afterglow marca o auge do supergrupo formado por Glenn Hughes (vocais e baixo), Joe Bonamassa (vocais e guitarra), Jason Bonham (bateria) e Derek Sherinian (teclados) e um entrosamento maior entre eles, algo que ainda soava um tanto “artificial” nos discos anteriores. Só nos resta torcer para que os integrantes se entendam e continuem nos presenteando com trabalhos como Afterglow.

Chris Robinson Brotherhood – Big Moon Ritual

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Com o hiato do Black Crowes, o vocalista da banda, Chris Robinson, decidiu se mexer e juntou alguns amigos e gravou Big Moon Ritual. O álbum tem uma sonoridade setentista interessantíssima, cheia de referências de blues, soul, country, e claro, rock and roll. Daqueles discos para você deixar os problemas do mundo de lado e focar nos pequenos prazeres da vida.

Danko Jones – Rock And Roll is Black and Blue

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Rock And Roll is Black and Blue marca o retorno do trio canadense à velha forma. Após dois álbuns medianos, o Danko Jones entrega um discaço cheio de peso, agressividade e um ecletismo rítmico em seu som, tudo isso com a simplicidade típica da banda. Daqueles pra ouvir repetidas vezes e não enjoar.

Patti Smith – Banga

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Banga é um retorno às origens de Patti Smith, dada as similaridades com seu álbum de estréia, Horses. Assim como Horses, Banga mergulha num universo poético aberto às abstrações e inúmeras referências, de Tarkovski à Amy Winehouse. Extremamente reflexivo e denso, onde cada audição pode lhe proporcionar novas sensações.

Flying Colors – Flying Colors

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Flying Colors é o supergrupo formado por Casey McPherson (vocalista), Steve Morse (guitarra), Dave LaRue (baixista), Neal Morse (teclados) e Mike Portnoy (bateria) e trazem como influências elementos de progressivo, funk, folk e heavy metal, o resultado é um álbum excelente. Esse caldeirão de ideias entrega um álbum riquíssimo, cheio de belas canções e extremamente acessível.

Bruce Springsteen – Wrecking Ball

Wrecking Ball

Bruce Springsteen entrega discos que são retratos de uma época. Wrecking Ball não é diferente dos demais, Springsteen põe o dedo na ferida e escancara para o mundo o registro de uma sociedade entregue à ganância e corrompida pelo dinheiro. Álbum irretocável e com muito a dizer sobre o caos que vivemos. Siga o conselho do compositor e “Get yourself a song to sing and sing it ‘til you’re done. Yeah, sing it hard and sing it well. Send the robber barons straight to hell”, eu farei o mesmo…

The Porters – Rum, Bum and Violina

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O The Porters resgata um rock and roll despretensioso daqueles para se ouvir enquanto você aprecia uma cerveja gelada. O vocal rascado e rouco de Volker Grünner se encaixa perfeitamente na proposta da banda, tudo isso aliado a ótimos arranjos de violinos, banjos e acordeões, tudo isso numa pegada punk-rock cheio de influências de country, folk e música celta. Divertidíssimo.

É isso aí galera, como puderam perceber, muita coisa teve de ficar de fora para a entrada de outras, aproveitem a oportunidade e deixem suas listas no campo de comentários. E claro, tirem a bunda da cadeira e corram atrás de novos sons.

Menção honrosa: Baroness – Yellow & Green, The Cult – Choice of Weapon , Graveyard – Lights Out, Rival Sons – Head Down, Van Halen – A Different Kind of Truth, Alabama Shakes – Boys & Girls, Michael Kiwanuka – Home Again, Bob Dylan – Tempest, Soundgarden – King Animal, Soen – Cognitive, Lamb of God – Resolution, Neil Young – Psychedelic Pill, Adrenaline Mob – Omertá, Stone Sour – House of Gold & Bones Part 1, Fiona Apple – The Idler Wheel, Aimee Mann – Charmer, Howlin’ Rain – The Russian Wilds, Europe – Bag of Bones, Witchcraft – Legend, Mark Lanegan Band – Blues Funeral, Spectrum Road – Spectrum Road , Orange Goblin – A Eulogy for the Damned e tantos outros.