Crítica | A Morte do Superman (2018)

Já no início dessa nova adaptação de A Morte do Superman é mostrado uma sequência de ação bem legal, com os bandidos liderados por Bruno Mannheim atacando Metrópolis, com suas armaduras super poderosas que distribuem tiros pela cidade do homem de aço. A polícia tenta lidar com eles, até a aparição do azulão, que aparece para salvar o dia, dando ainda uma carona a Lois Lane até o Planeta Diário. Essa cena inicial resume bem o filme, uma aventura escapista e bastante otimista acerca do mito heroico.

Há adaptações claras da história, para adequar o arco dos anos noventa aos tempos da DC pós-Novos 52, com inclusão de Barry Allen, Cyborg e até de uma relação entre o Superman e a Mulher-Maravilha. Aqui, Clark e Lois namoram, mas ela não sabe da identidade do herói, e um bom tempo dos 110 minutos de duração é dedicado a tratar da relação dos dois, inclusive com o homem revelando seu segredo à sua amada, antes de uma batalha que sequer ele sabia que seria a última.

A dupla de diretores Jake Castorena e  Sam Liu conseguem mostrar de uma forma gráfica e emocionante os esforços da Liga da Justiça em tentar lidar com a máquina de matar chamada Apocalypse. A adaptação que Peter Tomasi fez no roteiro é muito inteligente, e as participações dos heróis Gavião Negro, Ajax, Flash e Batman são bem pontuais.

Apocalypse aparece com uma roupa que o cobre por inteiro, exatamente como na história original de Dan Jurgens e John Bogdanove. O modo com a história é conduzida para o aguardado clímax, onde a capa do personagem principal se torna uma bandeira símbolo da resistência heroica se assemelha a pintura de um quadro belo e clássico, mesmo que a versão em audiovisual seja nova e a história original não seja tão grandiosa quanto a DC gosta de vender. O tom ao desfecho é poético e a lástima pela perda do ícone da fé é bem mais sentida aqui do que em sua versão live action (Batman vs Superman: A Origem da Justiça).

O filme termina com um gancho que referencia a Bíblia, prenunciando o retorno do herói tal qual a tumba vazia de Cristo, em uma cena apoteótica. Durante os créditos finais, há cenas reveladoras, sobre os heróis que tentaram substituir o defensor de Metrópolis, levantando a esperança de contarmos com a participação do Superciborgue, Superboy, Aço e Erradicador na continuação desta animação.

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