[Crítica] Duro de Matar 2

duro de matar 2

John McClane estava errado. O último natal em que teve que salvar sua esposa não foi o mais infernal de sua vida. Um ano se passou, a família McClane está estabelecida e o policial aguarda a chegada do avião da esposa a Washington para passarem o Natal na companhia dos pais.

No caos de um aeroporto em véspera de feriado, McClane nota algo estranho e, ao avisar em vão as autoridades, sente-se na obrigação de investigar o que está acontecendo.

Duro de Matar 2 dá sequência ao grande sucesso gerado pelo primeiro em um filme mediado. O cenário é substituído e ampliado para um gigantesco aeroporto, dando maior dimensão para o atentado terrorista da vez e ampliando as cenas de ação.

Ao contrário da primeira produção, McClane não está sozinho, mas é desacreditado pela polícia que sempre tem consciência dos fatos após acontecidos. Conforme avança a problemática – terroristas que tomam o aeroporto para resgatar um avião com um importante prisioneiro de guerra –, cabe a ele tentar resolver a situação, sempre nervoso por estar, novamente, em uma situação limite.

A dose de adrenalina na história é duplicada e apresenta os primeiros sinais de uma licença poética sobre a personagem que, antes, era a mais humana possível. Aqui, o policial se torna o único capaz de restaurar a paz e sofre muito mais do que antes, saindo-se mais invencível, ainda que as cenas de ação em si não percam seu estilo.

A trama escorrega ao tentar apresentar algo maior do que o primeiro filme, envolvendo mais personagens e inserindo-as em uma história com maiores proporções. Apesar disso, McClane continua sendo o salvador das situações, como evitar um acidente aéreo em um aeroporto sem luzes locomovendo-se em uma pista de pouso com duas tochas na mão.

Na improbabilidade de somente um homem ser capaz de fazer tudo pela incompetência dos demais, nasce o riso irônico de McClane, uma das características mais fortes da personalidade do herói, mas que também é diminuída na trama.

Talvez evitando em demasia não replicar a primeira trama, produziram uma com diversos exageros que poderiam ser melhor apresentados sem retirar o elemento humano que simbolizou a revolução de Duro de Matar.