[Crítica] Maze Runner: Prova de Fogo

Maze Runner 1

Após um com começo de trajetória cinematográfica, no primeiro filme que adaptava a saga de James Dashner, Maze Runner: Prova de Fogo dá sequência a trajetória dos adolescentes que habitavam o mundo pós-apocaliptico e que tencionavam escapar da forte opressão que os adultos gananciosos queriam para si.

A trajetória de Thomas (Dylan O’Bryan) começa bem neste segundo tomo, com Wes Ball retornando a cadeira de diretor, o que garante um ponto positivo, retomando uma identidade visual que ajuda a marcar presença no imaginário popular – aspecto interessante em uma franquia blockbuster. No entanto, o fôlego do roteiro claramente não é o mesmo, uma vez que a odisséia dos rapazes torna-se gradativamente mais frívola, com o passar dos eventos desencadeados após a chegada a uma base que, a priori, representaria um oásis no meio daquela existência árida que os sobreviventes tinham.

Mesmo os aspectos positivos em Maze Runner: Correr ou Morrer, demonstram ser completamente trôpegos neste. Os personagens que antes eram inspirados, não passam de sombras da complexidade que antes apresentavam, com atitudes e feições genéricas, que fazem o público rir diante de tantas semelhanças com atores mais famosos, especialmente de Karen Scoledario e Kristen Stewart, tentando claramente abraçar os fãs de A Saga Crepúsculo. O conjunto de sósias faz ofuscar até os bons atores, como Lili Taylor, que adentra e se retira da trama quase sem ser notada, de tão fraca e desperdiçada que é sua participação.

Maze Runner 3

O desenrolar da história faz banalizar quase todos os assuntos  que deveriam ser sérios, enfraquecendo cada um dos dramas propostas na correria desenfreada que ocorria, onde o argumento abra uma ramificação cuja premissa é até interessante, mas que é conduzida de um modo frouxo. A inevitabilidade da morte, a predação das criaturas que habitam aquele mundo distópico e a notícia de que aquele grupo talvez não seja imune a tal doença que predomina aquele ambiente perde importância, diante da enormidade de situações estúpidas e da péssima construção de background das novas pessoas.

A quantidade de frases de efeito e o acúmulo de péssimas cenas de ação, além dos erros de continuísmo, tornam ofensivos as comparações de Maze Runner com o óbvio universo de Mad Max de George Miller, soando como uma versão mais light e pasteurizada do filme setentista, fugindo neste segundo filme até do conteúdo mais contestatório, tanto do clássico, quanto de Maze Runner Correr ou Morrer. Lastimável notar como toda a construção do primeiro exemplar é ruida neste, o que infere em pessimismo até sobre as futuras continuações que estariam por vir.