Crítica | Shaq & Dale

O produto da ESPN Films / Sec Diaries (uma divisão que se foca em historias dos esportes universitários dos EUA), Shaq & Dale começa com a leitura de uma carta, por Tim McGraw, com as palavras do técnico Dale Brown, para logo depois mostrar Shaquille O’Neal assumir o quanto o treinador foi especial e importante para si. O documentário de 50 minutos de Hannah Storm explora essa amizade e bromance, a partir de conversas recentes, de 2014 para cá, ou seja,  com Shaq já aposentado há três ou quatro anos.

Shaquille afirma que quando era novo, ainda na Universidade da Lousiana (LSU), Dale dizia que ele seria capaz de aposentar a camisa dos seus futuros times, e ele foi. O gigante, à época com “apenas” 2,11m de altura era somente o terceiro melhor jogador do time. A LSU nem era o mais potente dos times, universitários, eles não tinham uma tradição tão grandiosa, e contra si haviam promessas do basquete como Larry Johnson, Greg Anthony, e fato é que O’Neal era bom em muitos fundamentos, e um trator em quadra, mas jamais foi um primor técnico.

Pode ser somente atuação – Shaq virou estrela de Hollywood, nos anos noventa – mas o veterano já aposentado parece realmente entusiasmado em revisitar os lugares de seu passado. Ele pula na cama que utilizava como se fosse uma criança, genuinamente feliz por na academia, manter a mesma arquitetura antiga, e por mais bobo que pareça, há um sentimentalismo bem valido nisso.

O filme se dedica a desvelar também como eram os campeonatos universitários, como era a cobrança em cima dos jogadores que tencionavam ingressar no campeonato profissional. A pressão não era pequena, e de certa forma, Shaquille serve como símbolo para todos os estudantes da sua época em 1992 e em outras tantas, pois as expectativas em cima de muitos era grande, e a maioria esmagadora desses jogadores não chega a ser jogador profissional, nem nos EUA, nem na Europa e nem em mercados alternativos.

Após muitas declarações de amor, os dois personagens desse especial lêem a carta do técnico Brown, onde o mentor declara o amor que tem por seu pupilo. Essa parte, da série Sec Storied termina leve, fugindo de uma possível melancolia ou de um saudosismo barato, e dentro dessa proposta bem simples, Shaq e Dale acerta demais, por registrar um tipo de relação bem comum ao basquete profissional.

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