[Review] Dragon Quest III

Dragon Quest III é um dos jogos mais queridos pelos fãs da série. Seu lançamento no Japão foi um evento, tanto que, a partir daí, ficou proibido de lançarem um Dragon Quest em dias letivos, evitando caos e pessoas matando aula/trabalho para comprarem o jogo. Sim, Dragon Quest é fortíssimo em terras nipônicas.

O jogo traz diversas novidades em relação aos títulos anteriores, mostrando uma evolução bem natural. Lembram que no primeiro jogo você controlava apenas um herói e, no segundo, já eram três? Agora, seu grupo poderá ter até quatro heróis de classes variadas: guerreiro, mago, clérigo etc. Cada classe terá certos atributos melhores e piores em relação às outras. Com o passar dos níveis, o personagem adquire habilidades relativas àquela classe, dando uma boa diversidade ao jogo. Por se tratarem de personagem completamente genéricos, não há muito o que falar deles, apesar de enriquecerem a experiência de jogabilidade.

Versão de NES

Paralelo às classes foi implementado um sistema de personalidade, que poderá mudar durante a aventura. De acordo com a personalidade, seu herói evoluirá mais rápido em alguns atributos. Por ter um grupo maior de heróis, o desafio também aumentou: a quantidade de inimigos por batalha cresceu. O sistema continua o mesmo, com batalhas em turnos, mantendo a tradição clássica dos RPG.

Precisamos destacar o tamanho do mundo neste jogo. É algo impressionante, o mapa é gigantesco e se tornou ainda mais fácil você se perder e não saber para onde ir. Inclusive o jogo se torna um pouco em alguns trechos. Agora temos o ciclo de dia e noite, melhorando a sensação de passagem do tempo e adicionando eventos que só acontecem em determinado horário.

Versão de Gameboy

Este review tomou como referência principal a versão de Super Nintendo. O original saiu no NES com praticamente os mesmos gráficos dos jogos anteriores. Também existe uma versão para Game Boy. Neste remake, temos um dos jogos mais bonitos do Super Nintendo, com direito a ótimas animações dos inimigos durante a batalha. Esta versão foi portada para os dispositivos móveis iOS e Android, mas infelizmente tiraram as animações dos inimigos durante a batalha. Posteriormente, o jogo ganha uma versão para Nintendo Wii.

Dragon Quest III manteve o espírito da série e melhorou a parte técnica drasticamente. As novas mecânicas, conteúdos e classes enriqueceram bastante o título. A história continua bem simples, mas há aquela magia inexplicável que envolve a série. Cronologicamente, este é o primeiro jogo da série, vindo em seguida Dragon Quest I e Dragon Quest II. O jogo seguinte iniciará outra história.

O aumento na quantidade de heróis jogáveis foi um grande acerto, mesmo se tratando de personagens genéricos. O jogo seguinte vai aproveitar essa ideia para criar uma história mais elaborada e personagens mais desenvolvidos, porém deixaremos para um review futuro.

Versão de SNES

Não podemos deixar de mencionar a santíssima trindade que permeia a franquia: Akira Toriyama, o mestre do design de personagens; Koichi Sujiyama, o maestro da trilha sonora, e Yuji Horii, o gênio por trás das ideias. A qualidade e identidade da série se deve muito a essas três pessoas.

É compreensível que este seja um dos títulos mais queridos pelos fãs da série. O jogo trouxe muitas inovações e ditou regras para RPGs futuros, além de contar a origem de um dos personagens mais importantes da série. Aquela atmosfera de aventura se intensificou com o tamanho do mundo e da falta de linearidade da história. Os jogos seguintes iniciarão um novo arco narrativo aproveitando e evoluindo diversas mecânicas de jogo nascidas aqui. Dragon Quest III é um excelente jogo para conhecer a franquia e entender por que ela é tão querida, principalmente no Japão. Mas esteja preparado para se perder no vasto mundo e passar grandes dificuldades nas batalhas.

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