Resenha | Aleister Crowley

Em algum momento da sua vida você já ouviu esse nome: Aleister Crowley. Seja na música de Ozzy Osbourne; na capa de Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles; nos quadrinhos de Neil Gaiman ou Grant Morrison; ou ainda no Brasil, no trabalho do escritor Paulo Coelho e do músico Raul Seixas, Crowley é frequentemente lembrado pela cultura pop. Ocultista, poeta, escritor, entusiasta do amor livre e das drogas, o ocultista ganha aqui uma biografia em quadrinhos, talvez a única mídia capaz de retratar com liberdade os eventos de sua vida.

Em uma edição belíssima da Editora Veneta, somos apresentados aos primórdios do “homem mais perverso do mundo”, desde sua penosa infância e adolescência em escolas da aristocracia inglesa até o momento em que resolve se embrenhar pelo terreno da magia e do ocultismo. A história narra ainda como Crowley combatia os preceitos burgueses e sua vida de escândalos, que o fizeram com que se tornasse alvo predileto dos tablóides ingleses na época.

A narrativa gráfica do quadrinho é bastante intrigante. Logo em seu início, somos apresentados à frase “Essa é uma ficção… baseada em fatos reais”. De fato, o roteiro de Martin Hayes tem alguns momentos delirantes, mas que sempre procura manter o pé no chão. De modo que, soa bastante interessante a forma como ele inseriu comentários reais sobre Crowley entrecortando cada capítulo com algumas frases famosas sobre o mago. De depoimentos do diretor da escola onde estudou a falas do próprio mago e ocultista inglês, além de trechos de artigos escritos sobre ele, a obra só faz aumentar o mito em torno do fundador da doutrina Thelema. A arte de RH Stewart é uma grande aliada da narrativa, pois seu traço por muitas vezes delirante ajuda na imersão do leitor na rica história.

Além de esteticamente linda, a edição é bastante completa, contando com um belo prefácio de Richard Kaczynski, além de anotações do próprio roteirista Martin Hayes, tornando a leitura ainda mais rica.

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