Resenha | Variante: Requiem For The World

Lançado pela Nova Sampa em dezembro de 2014 a julho de 2015, em um projeto para ampliar a circulação e oferta de títulos no país, Variante: Requiem For The World é um mangá de terror escrito e desenhado por Iqura Sugimoto. Desenvolvendo o horror a partir de seres monstruosos que vem assolando o Japão, a trama acompanha a história da garota Hosho Aiko, uma sobrevivente de um desses ataques brutais.

Composto por apenas 4 volumes, mesmo que o mangá seja catalogado como terror, a narrativa utiliza apenas o aspecto dos monstros, chamados na trama de Quimeras, para estruturar apenas parcialmente o ambiente. Na verdade, a trama aborda dois personagens centrais: a garota sobrevivente, enviada para um laboratório para ser analisada e um misterioso investigador da mesma empresa, Atheos, responsável por identificar os ataques das Quimeras.

Inicialmente, o enfoque se mantém na dinâmica entre os dois personagens centrais. Aiko possivelmente sobreviveu ao ataque devido a uma estrutura genética singular, enquanto é estudada, sem saber ao certo o motivo de sua sobrevivência, recebe apoio de Sudo, um homem gentil que deseja ajuda-la além do trabalho. Aos poucos, a trama vai apresentando uma conspiração maior, seguindo uma leve tônica investigativa nos dois primeiros volumes.

Porém, mesmo em uma narrativa em quatro partes, há excessos que poderiam ser evitados. No terceiro volume, há um flashback sobre Sudo que causa conflito estrutura na obra. O personagem já havia vivenciado uma experiência similar a da garota quando mais jovem, um ato forte suficiente para definir seu caráter. Porém, ainda assim, ele não soube ligar os fatos entre um momento e outro. Uma ação inverossímil.

Embora a história tenha uma boa ambientação justamente por não explorar o terror como gênero, mas apenas situá-lo na parte monstruosa das Quimeras, o enredo se prolonga em excesso. Antes mesmo das revelações serem expostas, os leitores deduziram de antemão o que está por vir. A procura de prolongar os ganchos, Variante perde a força, rendendo-se parcialmente a formulas comuns do mangá, recorrendo a apelos dramáticos excessivos e a viradas narrativas exageradas. Fosse mais enxuto, talvez causasse mais impacto. É um material divertido enquanto lido mas que apresenta pouca novidade e, consequentemente, permanece no mais do mesmo.

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